quinta-feira, 3 de março de 2011

V.O.C.Ê.


O desespero por fim me incendiou
Na forma de uma terrível faceta da minha imaginação
Eu senti uma intensa agonia
Uma dor tão profunda,que eu temi perder a razão.

A tempestade por fim me deu trégua
Mais não sem estabelecer uma crise
Ninguém sai do fogo sem se queimar...
Ainda hoje eu temo contar as cicatrizes.

Atroz foi a minha destruição,
Diminuiu meu frágil sorriso,e não perdoou a minha inocência
E hoje eu sofro o peso dos pecados,
Cometidos pela minha incoerência.

Marcada eu fui para sempre,
Ainda que eu encontre o perdão...
Se a misericórdia divina é infinita,
Por que ainda sinto um peso no meu coração?

Minha mente é minha pior inimiga.
Minha aliada é a fé em minhas crenças
Eu sinto dor porque ainda estou viva,
Significa que ainda não perdi a minha essência.

A culpa me é devastadora
E corroí o mais puro dos sorrisos...
Embora eu ainda tente abrigar,
Minha esperança de ser socorrida.

Você é o meu porto seguro
E a sua boa nova é o meu alicerce
Você acalma minhas tempestades
Sua luz é o que me fortalece.

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